Inhotim para crianças

On 28 de maio de 2013 by Lebeh Brecho

Virei fã de carteirinha do Bernardo Paz! O cara teve uma ideia, um sonho, foi lá, realizou de maneira brilhante, incrível, impecável, e entregou ao público! Trouxe a arte contemporânea para o cidadão comum, não somente para os amantes e entendidos de arte, num ambiente que por si só já é uma obra de arte. Quem ainda não teve oportunidade de conhecer, coloca já na lista dos “To Dos”! Não tem como não gostar. Um programa sensacional para casais, amigos a até para ir com crianças, que foi o meu caso.

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Fiquei um pouco receosa de levar duas crianças, de 3 e 5 anos, e pesquisei bastante antes para saber quais obras seriam mais interessantes para elas. Contei um pouco, numa linguagem bem infantil, sobre alguns artistas e algumas coisas que elas iriam ver por lá: uma sala todinha vermelha, em que todos os objetos são dessa cor; uma mesa e cadeira enormes suspensos por mesas e cadeiras menores; um caleidoscópio gigante para ver a natureza multiplicada; um labirinto de espelhos; uma sala cheia de objetos que conseguimos enxergar “através” deles, e assim por diante.

De cara passamos pelos fuscas do Jarbas Lopes, que chamaram atenção pelas cores e eu contei o que tinha lido sobre a obra. Levei também as pequenas para vivenciarem o Cosmococa, uma das obras mais legais para começar com as crianças. Senti que elas se sentiram respeitadas ao poder interagir com a obra, mexer em tudo que elas queriam, tirar o sapato, deitar na rede, colocar o pé na água… Elas perguntavam: ‘mas posso chutar o balão?’ ‘Pode!’, ‘Posso colocar o pé na piscina?’ ‘Pode!’. Elas mal podiam acreditar que um museu poderia ser tão legal!!! Daí em diante foi fácil… Na lindíssima obra da Lygia Pape, ficaram chateadas porque havia uma única instalação e elas queriam mais! Se divertiram horrores desconstruindo a obra para montar os próprios nomes com os vazinhos da Marilá Dardot. Também se encantaram com as cores e sons que as vigas do Beam Drop, de Chris Burden, emitiam quando batiam nelas. Sem falar no Inmensa, Desvio para o Vermelho e Através, todas do incrível Cildo Meireles que, como previsto, amaram e estão comentando até agora.

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Foi uma experiência deliciosa, uma vivência única!

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Algumas dicas práticas:

O ideal é ficar pelo menos dois dias para tentar conhecer quase todas as obras e experimentar dois dos charmosos restaurantes do complexo.

As dicas práticas de hotel e transporte eu peguei no blog Tem a Ver Comigo, da queridíssima Betina Siegmann, aqui.

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